O que acontece com nosso corpo quando comemos pimenta

05/01/2016 | 09:14   
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Você é daqueles que gostam de sensações diferentes? De testar sua coragem e sua resistência? Então você vai gostar muito do assunto que vamos tratar hoje, vamos conhecer as sensações, benefícios e malefícios que a pimenta pode causar em nosso corpo. Vem descobrir junto comigo.

À primeira vista, pode ser que a pimenta pareça fazer mal à saúde, muitas pessoas costumam dizer que causa gastrite, danos à língua, mas nem tudo o que falam sobre esse alimento é verdade. A pimenta tem uma grande variedade de tamanhos, cores e sabores, e em sua maioria trazem vários benefícios para aqueles que as comem. Mas, claro que os benefícios aparecem se você não exagera na dose né?! Então, agora vou contar alguns do muitos benefícios que elas podem nos propiciar.

A sensação picante causada pelas pimentas vem de alguns compostos presentes nos alimentos que ativam os nociceptores poli modais que estão presentes na nossa língua, e esses são estimulados pelo calor. São esses receptores sensoriais que mandam sinais para o nosso cérebro, fazendo que o mesmo entenda que nossa língua está realmente queimando. Causando em algumas pessoas o suor e a sensação de coração acelerado. A escala de Scoville é usada para medir a ardência das pimentas. A partir dessa classificação, as pimentas mais fortes do mundo são a Trinidad Moruga Scorpion, Bhut Jolokia e a Habanero.




Os alimentos picantes nos causam sensações diferentes. Isso acontece porque as pimentas possuem capsaicina e piperina, que são moléculas grandes e pesadas chamadas de alquilamidas que levam um tempo maior para se dissipar e ficam na boca.

Os Benefícios da Pimenta

Na composição orgânica das pimentas existe um composto chamado capsaicina (que é a responsável pelo sabor ardido na boca, pelo calor e suor que sobem pelo corpo), este é o principal agente benéfico da pimenta (e está presente em pimentas do gênero capsicum, o que engloba algumas das mais conhecidas, como malagueta, dedo-de-moça, tabasco, jalapeño, cambuci, caiena e pimenta-de-cheiro.), o mesmo estimula a produção de endorfina, substância dá sensação de prazer.  Além disso, são ricas em cálcio e vitaminas A e C. “A vitamina A, por exemplo, é essencial à visão e tem sido apontada em estudos como ferramenta importante no combate aos radicais livres, enquanto a vitamina C, igualmente importante nesse último aspecto, também exerce papel crucial em relação à resistência de vasos sanguíneos, de dentes e de ossos. Também presente na pimenta, a niacina mantém saudável o sistema digestivo e ajuda na conversão do alimento em energia. Já a tiamina atua no sistema nervoso, nos músculos e no coração. A riboflavina é importante no transporte de oxigênio pelo organismo” (afirma a coordenadora do curso de gastronomia da Faculdade Estácio de Sá, em Belo Horizonte, Nádia Antunes.). E é também considerada cicatrizante, antidiarreica e adstringente.

Segundo o médico ortolomecular Dr. Wilson Rondó Jr “Os compostos da pimenta são alvo de estudos que tentam provar que ela pode ser eficaz no tratamento de câncer e diabetes. Hoje, já é comprovado que ajuda contra artrites e neuropatias”, afirma.

Fator Emagrecimento

A pimenta também emagrece porque tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, que limpam as células e permitem o bom funcionamento do organismo, evitando o acúmulo de gordura e a obesidade.
Efeito termogênico 

Outra ajuda na dieta está no seu potencial de acelerar o metabolismo. Isso é o que fazem os alimentos termogênicos. Eles necessitam de maior queima de energia para serem digeridos e, assim, chegam a ser responsáveis por cerca de 10% do gasto total de energia, potencializando o emagrecimento e fazendo com que o corpo queime calorias mais rápido.

Dr. Wilson Rondó Jr fala que “Não há problema consumir pimenta em todas as refeições principais, desde que a pessoa não seja alérgica a pimenta e tenha moderação”. Garante.
Malefícios

Ardor durante a evacuação 

O intestino delgado, o estômago e o fígado trabalham na absorção e na eliminação da capsaicina e da queimação que ela provoca, a ingestão de quantidade exagerada de pimenta terá como consequência a permanência de alguma quantidade da substância até o fim do sistema digestivo.
Perigo para quem tem gastrite ou hemorroidas 

Dependendo da frequência e quantidade em que é ingerida, pode provocar uma úlcera gástrica. “Ela aumenta a secreção de saliva, bile e dos ácidos estomacais”, (afirma o nutrólogo Alexandre Merheb). Por isso, pode ser uma agressão ao estômago ou ao intestino sensível. Por outro lado, essa quantidade extra de secreção ajuda a digestão em pessoas sem problemas estomacais. Claro que o exagero pode ser prejudicial para os dois casos.

Aqui também te alerta!

Quando você come pimenta ou algo ardido toma água para diminuir a ardência, certo? Sinto em dizer que você estava fazendo errado. Mas também te digo o que você deve fazer para não sofrer com os efeitos das pimentas. A capsaicina, substância responsável pela sensação de queimação, não é solúvel em água. Bebê-la, então, só faz espalhar o ardor pela boca. O melhor a fazer é comer pão. Outra opção para combater a queimação é tomar leite ou iogurte, pois a caseína (proteína presente em produtos lácteos) neutraliza os efeitos da capsaicina. Então, não beba mais água!

ALGUNS TIPOS DE PIMENTAS 

Piper (Pimentas pretas)  

São pequenas bolinhas coloridas originárias do continente africano. “Elas geralmente são moídas e consumidas em pó”, afirma o Chile Head. 


Piper (Pimentas pretas)  

Capsicum (Pimenta Jalapeño)

Originária do México é consumida in natura ou em pó e molhos. É bem aromática e tem picância média: 30.000 SHU - Unidades Scoville, escala de picância (ou pungência).


Capsicum (Pimenta Jalapeño)

Pimenta Americana

Menos picante e menos aromática, chega a ser considerada doce. É usada como substitutivo do pimentão.


Pimenta Americana

Pimenta Dedo-de-Moça

Tem pungência (picância) e aroma suaves. São consumidas frescas, em molhos, conservas ou desidratadas (pimenta calabresa).


Pimenta Dedo de Moça

Pimenta Cambuci

De pungência doce e aroma suave, usada em saladas ou cozidos.


Pimenta Cambuci


Pimenta de Cheiro

Cultivadas principalmente em Goiás e na região Norte, sua pungência varia de suave a bem picante. Uma das principais características é o aroma marcante. Usada em saladas, como condimento para carnes e peixes.


Pimenta de Cheiro

Pimenta de Bode

Bem picante e aromática usada para preparar carnes, arroz e feijão. As mais maduras (vermelhas ou amarelas) costumam ser mantidas em conservas.


Pimenta de Bode
 

Pimenta Murupi

Tem picância de média a alta e aroma forte. Usada na forma de molho ou conserva, mais comum na região Norte do País.


Pimenta Murupi

Pimenta Malagueta

Originária da Bacia Amazônica é cultivada principalmente em Minas, Bahia e Goiás. É uma das mais conhecidas e consumidas no Brasil, em pratos de peixes, acarajés, carnes ou como molho e conserva. Tem picância média a alta e pouco aroma.


Pimenta Malagueta

Pimenta Cumari

Muito picante e com pouco aroma, é usada principalmente em conservas.


Pimenta Cumari

Façam bom uso das pimentas, mas sempre com cuidado! Sua saúde é o mais importante. 

E aí, você sabia?

Espero que tenha curtido! Não esquece de comentar e compartilhar para que outras pessoas saibam.

Texto: Jaynne Gabrielle
Fotos: Imagens do Google

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Você sabia? por Jaynne Gabrielle

Jaynne Gabrielle

É acadêmica de Geografia pela Universidade Federal de Alagoas. Pretende trazer para esta coluna assuntos curiosos que envolvem a riqueza da biodiversidade, além de explorar questões referentes aos mistérios do planeta terra e até mesmo do espaço sideral. A coluna de Gabrielle é o espaço certo para instigar os amantes das ciências naturais.
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