Como nossa língua identifica os sabores

27/10/2015 | 08:37   
Nossa língua identifica os sabores I Fonte: Imagens do Google Nossa língua identifica os sabores I Fonte: Imagens do Google

Você já parou para se perguntar alguma vez como nossa língua e nosso cérebro identifica os sabores dos alimentos que ingerimos? Ou o que acontece quando sentimos o cheiro dos alimentos? Não? Então vem comigo que vou contar como tudo acontece.

O paladar é um dos cinco sentidos que possuímos. É por meio do paladar que os humanos, assim como os demais animais, percebem o sabor dos alimentos, mas com algumas diferenças. O órgão responsável por essa função tão importante é a língua. Na parte superior da língua, existem pequenas elevações que podem ser vistas no espelho se você colocar sua língua para fora, chamadas de papilas linguais ou gustativas. Cada papila gustativa contém um conjunto de microscópicas células sensoriais. As papilas estão ligadas a terminações nervosas que captam os estímulos de sabor e enviam impulsos nervosos ao cérebro, que os transformam em sensações gustatórias. Outras regiões como o palato, a epiglote e a faringe também apresentam sensibilidade aos sabores. 

As dezenas de papilas presentes na superfície da língua são capazes de identificar os quatro sabores primários: doce, salgado, azedo ou ácido e amargo. Diante dessas quatro sensações, podem surgir centenas de outros sabores. Além destes quatro sabores básicos, existe um quinto sabor, o qual recebe o nome de umami, palavra que deriva do japonês e significa saboroso. Este sabor é identificado por receptores específicos, que se encontram espalhados pela língua. Este gosto é provocado pelo aminoácido glutamato monossódico, muitas vezes industrializado para intensificar o sabor dos alimentos.

As substâncias do gosto, ao entrarem em contato com a língua, desencadeiam a libertação de determinados neurotransmissores que possibilitam a transmissão das informações até o cérebro, onde são identificados os tipos de gostos.  Isso só acontecerá se houver presença de saliva na boca, pois os alimentos precisam ser dissolvidos num líquido. Neste caso, a saliva entra em ação logo que o olfato sente o cheiro do alimento, permitindo uma melhor desintegração do mesmo.


Fonte: Infoescola

Uma confusão muito encontrada nos dias de hoje é entre sabor e gosto. O sabor vem da combinação do paladar com o olfato. Compreendendo-se, 90% graças à percepção do cheiro, e apenas 10% do gosto. Quando sentimos o cheiro de algum alimento que gostamos, liberamos saliva como se estivéssemos degustando o mesmo. Outro exemplo da relação entre o olfato e o paladar é o que ocorre ao nos alimentarmos quando estamos resfriados e a comida parece não ter gosto. 

Na verdade, o que não sentimos são os odores que os alimentos liberam assim que os colocamos na boca. A visão também ajuda a definir se a sensação do gosto é agradável ou não. Assim, podemos concluir que todas as informações que chegam ao cérebro depois de serem interpretadas e analisadas, são comparadas às informações presentes nas memórias gustativas, olfativas e visuais, chegando assim ao sabor do alimento.

Tal como as impressões digitais, a superfície da língua é diferente de pessoa para pessoa. Além disso, existem aproximadamente 10.000 papilas gustativas na língua que nos permitem saber o que estamos comendo, e as células do paladar e do olfato são as únicas do sistema nervoso que são substituídas quando estão envelhecidas ou danificadas.

A nossa língua encontra-se dividida em diversas regiões que permitem identificar os diferentes sabores. Como podemos verificar na figura abaixo, a ponta da nossa língua identifica o sabor doce, nas laterais inferiores é identificado o sabor salgado, nas laterais superiores é identificado o sabor ácido ou azedo e na parte de trás da língua o sabor amargo, no centro da língua identifica o sabor umami, a textura e a temperatura dos alimentos.


Fonte: Imagens do Google
 

Hoje estudos e pesquisas científicas indicam que qualquer gosto pode ser percebido em diferentes partes da superfície lingual, mas, contudo, nessas áreas os sabores são sentidos de forma mais intensa. Pois cada papila possui células especificas capazes de diferenciar esses gostos.

E aí, você sabia?

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Segue um vídeo que fala um pouco mais sobre o assunto.

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Você sabia? por Jaynne Gabrielle

Jaynne Gabrielle

É acadêmica de Geografia pela Universidade Federal de Alagoas. Pretende trazer para esta coluna assuntos curiosos que envolvem a riqueza da biodiversidade, além de explorar questões referentes aos mistérios do planeta terra e até mesmo do espaço sideral. A coluna de Gabrielle é o espaço certo para instigar os amantes das ciências naturais.
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