Como nascem e morrem as estrelas

22/09/2015 | 16:25   
Nascimento de uma estrela I Foto: Imagens do Google Nascimento de uma estrela I Foto: Imagens do Google

Há muito tempo elas iluminam o nosso céu, o deixam mais bonito com as suas luzes, seus brilhos intensos e suas formações que são conhecidas como constelações. Mas você já se perguntou de onde elas vieram, o que faz elas brilharem, ou até mesmo para onde elas vão? Não? Então vem comigo que eu vou te contar tudo sobre as lindas estrelas que enchem os nossos olhos quando deixam o céu iluminado.

Nosso universo é cheio de mistérios e belezas, que infelizmente não estão ao alcance da nossa visão, e dentre eles está o nascimento e a morte das estrelas. As estrelas nascem de um fenômeno chamado de nebulosa. Existem nebulosas de todos os tipos, estando espalhadas sobre as estrelas no espaço, são espetáculos surpreendentes. Nebulosa é uma derivação de uma palavra grega que significa nuvem, que revelam o que elas realmente são. As nebulosas são nuvens de gás e poeira interestelar raramente visíveis a olho nu, essas, são marcadas e reconhecidas por números nos catálogos astronômicos, mas, muitas delas também podem ser conhecidas por nomes que são denominados de acordo com a sua localização no espaço ou até mesmo pela forma com as quais se apresentam.

É possível encontrar uma grande lista de nomes pela variedade de formas, que as nebulosas apresentam. Segundo o pesquisador Bruce Balick “As nebulosas são consideradas os pontos turísticos da nossa galáxia, e que, se você um dia estiver passeando em um disco voador a procura de um belo lugar, esse lugar chama-se nebulosa.” A nebulosa de Órion é uma das maiores áreas de formação de estrelas, ela tem 15 anos de existência e é composta em sua maior parte por hidrogênio, mais conhecida como nebulosa de emissão.

Órion é o processo de criação de estrelas mais próximo de nós, além das novas estrelas, possui um conjunto de quatro estrelas que se destacam mais que todas as outras, este conjunto é chamado de trapézio. O trapézio é composto por estrelas quentes, brilhantes e muito energizadas, e é graças a esse conjunto de estrelas que Órion é considerada uma nebulosa, sem elas seria apenas mais uma nuvem escura. Localiza-se a mil e trezentos anos luz da Terra, mas se estivéssemos tão próximos da nebulosa de Órion, como a estrela mais próxima está de nós, não conheceríamos o céu escuro, não teríamos conhecimento algum sobre as outras estrelas e até mesmo de outras galáxias. Por ela ser tão brilhante enxergaríamos apenas esta nebulosa e o sol.

Existem tipos principais de nebulosas, sendo eles:

-As nebulosas de Emissão, como a de Órion.

-As nebulosas Planetárias, que são formadas por estrelas “moribundas” (que estão entrando no ciclo de morte).

-Restos de Super Novas, também são reminiscentes de mortes estelares. (Super Novas são resultado de grandes estrelas que terminam suas vidas com explosões imensas).

-Nebulosas Escuras, são nuvens de gás e poeira interestelar visíveis, (geralmente porque aparecem como silhuetas por trás das nebulosas brilhantes, e com o passar do tempo as estrelas irão nascer também dentro delas).

Quando a gravidade começa a agir no espaço, faz com que os gases comecem a se aglomerar independente de quão rarefeitos eles sejam, formando assim um amontoado de material cósmico, e quanto mais gases acumulados, mais aumenta a temperatura em seu interior, o que dá início ao nascimento das estrelas. Havendo os gases necessários que são hidrogênio e hélio e chegando a uma temperatura altíssima no interior desse amontoado, as novas estrelas explodem e nascem trazendo um brilho colorido e intenso ao espaço. A estrela durante toda a sua vida vai ser alimentada por uma fusão nuclear que transformando hidrogênio em hélio, vai acontecer no seu interior, no seu núcleo, dando energia suficiente para que ela brilhe durante milhões e bilhões de anos.

Por haver tanta energia no nascimento de novas estrelas dentro das nebulosas, elas podem emitir jatos enormes e fascinantes que podem alcançar cinco trilhões de quilômetros de extensão. Além dos jatos, as nebulosas apresentam protrusões em forma de bolhas, ondas de choque, pilares e montanhas.

As nebulosas planetárias pontuam o nosso espaço e marcam a extinção das estrelas, espetáculos como esse acompanham a morte de quase todas elas no cosmo, podendo incluir o próprio sol daqui a cerca de cinco bilhões de anos. Há uma estimativa que existem dez mil nebulosas planetárias em toda nossa galáxia, cada uma mostra de forma singular o processo de morte de uma estrela. A nebulosa da Hélice, inspirando alguns pesquisadores a chama-la de olho de Deus, devido a sua forma. Há cerca de 450 anos luz de distância da Terra, está entre as nebulosas planetárias mais próximas de nós, essas apresentam formas redondas e elípticas, e raramente apresentam formas com espectro duplo.


Nebulosa Planetária Olho de Deus

Sabendo que as estrelas nascem dentro de um círculo composto de gases, seria correto então afirmar que chegam ao fim da vida da mesma forma? Se você disse sim, está errado! Nem sempre isso acontece apenas 10% das nebulosas planetárias terminam da mesma forma que começaram a vida. Entre as forças do espaço e das formas mais exóticas estão os ventos estelares, são provenientes das diferentes camadas de gás produzidos pela estrela em momentos distintos e diferentes velocidades no seu ciclo de morte. Um conjunto de ventos interativos é o resultado desse processo, estes ventos colidem entre si e esculpem as nebulosas em intrigantes formatos.

Existem milhares de estrelas enormes e de grande massa que findam seus ciclos de vida numa grande explosão, restando apenas uma grande nebulosa como sinal de sua existência. O exemplo mais próximo de nós é a nebulosa do caranguejo, no ano de 1054 uma gigantesca estrela explodiu a 6300 anos luz do nosso sistema solar, da Terra parecia uma estrela recém nascida, sendo a mais brilhante no céu. Tinha 10 vezes o tamanho de Vênus e ficou visível em plena luz do dia durante 29 dias, hoje, quase mil anos depois só é possível avistar a mesma com ajuda de telescópios e ainda surpreende a muitos por sua beleza.

Nebulosa do Caranguejo

Nebulosa do Caranguejo

Toda energia existente no núcleo das estrelas é formada por hidrogênio e hélio onde acontece a fusão nuclear, (já citada acima) quando todo o hidrogênio se esgotar, o gás hélio começará a se transformar em carbono, o que exige uma grande demanda de temperatura, dessa forma quando o núcleo atingir essa alta temperatura, o mesmo não conseguirá mais produzir energia para alimentar a estrela, dando inicio ao processo de morte da mesma. É ainda apropriado dizer que a quantidade de anos que a estrela vai viver é determinado pela sua massa interna. Depois de sua morte as estrelas podem virar uma anã branca, uma estrela de nêutrons ou um buraco negro. O gás expelido pela morte das estrelas e pelas nebulosas planetárias volta para o espaço interestelar, podendo servir futuramente de material para o nascimento de muitas outras estrelas. Esse processo não durará para sempre, pois temos uma quantidade finita de gás hidrogênio e cedo ou tarde esses gases tão importantes serão consumidaos pelas estrelas existentes e pelas que ainda vão nascer dando fim ao estoque de gás e findando o processo de nascimento de novas estrelas, mas não se assustem, isto ainda demorará milhares de anos para acontecer.

Querido leitor, quando você olhar para o céu e ver estrelas belas e brilhantes saiba que algumas delas já podem ter encerrado seu ciclo de vida a anos, mas por já ter brilhado por tantos outros ainda podemos ver sua beleza aqui da Terra devido aos anos luz que vivemos do espaço.

E aí, você sabia?

Espero que você tenha curtido, e abaixo deixo belas imagens de nascimentos e mortes das estrelas.

Jato estelar 

Nebulosa da Borboleta

Nebulosa de Orion

Texto: Jaynne Gabrielle
Fotos: Imagens do Google.

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Você sabia? por Jaynne Gabrielle

Jaynne Gabrielle

É acadêmica de Geografia pela Universidade Federal de Alagoas. Pretende trazer para esta coluna assuntos curiosos que envolvem a riqueza da biodiversidade, além de explorar questões referentes aos mistérios do planeta terra e até mesmo do espaço sideral. A coluna de Gabrielle é o espaço certo para instigar os amantes das ciências naturais.
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