Amar é para os destemidos

26/04/2017 | 22:31   
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Deviamos ser menos duros com a gente mesmo. Isso porque na maioria das vezes nos pegamos recriando atitudes passadas, ou revivendo e ruminando erros e arrependimentos que, diga-se de passagem, não vai trazer a pessoa amada em 3 dias e nem muito menos pagar aquela pilha de boletos vencidos.

O que resolve nossos medos e incertezas, nossas tristezas e desilusões, não são os erros e o arrependimento que bate da palavra mal/não dita, nem aquele velho 'se' que vai não vai a gente repete como 'se' fosse mudar alguma coisa, mas o que muda mesmo é quando decidimos aceitar que somos seres imperfeitos e que nenhum erro vale mais que nossos acertos, mas são eles que devem servir de lição para olharmos para frente e seguir, e principalmente seguir sendo transparente, sendo nós mesmos.

Isso vale com certeza para o amor.

Passamos tempo demais fingindo ser quem não somos por medo de não gostarem de quem realmente somos; passamos tempo demais usando as pessoas e nos enchendo de vazios; passamos tempo demais insistindo em algo que já dava sinais de desgaste; passamos tempo demais fechados em um mundo só nosso achando que apenas esse mundo existe.

Estamos enganados.

Quando nos permitimos ser nós mesmos e deixamos que amar seja uma opção completamente possível em nossas vidas, tudo muda.

Muda, porque eu mudei, e não é ideologia barata nem romantismo cafona. É a realidade.

E eu não digo isso da boca para fora nem porque estou num momento de perfeição amorosa, digo isso porque me permiti amar. E permiti que a carcaça construída durante anos que eu jurava ser inabalável, pudesse ela se desfazer e amar também.

Esse texto não é somente sobre o amor, é sobre sermos sinceros de dentro para fora, de aceitar que somos vulneráveis, de aceitar para você e para o outro o que você realmente é, e adorar ser você mesmo sem amarras impostas pelos outros e por você mesmo.

As pessoas precisam saber que amar não é defeito, as vezes nós aprendemos a nos amar sem se dar ao trabalho de aprender como amar o outro.

E amar o outro é tão bom.

Amar também significa saber viver, saber conviver.

Significa que não só os seus problemas são importantes, mas que ajudar aquele /a que te faz bem não torna sua vida mais difícil.

Amar não significa viver em mar de rosas, é mais que isso: é saber que na adversidade, na tristeza, na solidão, na alegria e nos dias sombrios, vai ter sempre alguém que faça esse dia ser mais leve e mais fácil de viver do que antes.

Então quer dizer que eu não posso me amar e viver plenamente sozinho?

Claro que pode!

Mas, quando você se dá conta de que não está sozinho no mundo, a mão chega a tremer só de pensar nas inúmeras experiências e sorrisos que a vida pode nos proporcionar.

É preciso se libertar de si mesmo e deixar o fluxo da vida responder suas perguntas.

E não menos importante, a gente precisa entender que só o destino é capaz de saber onde essa estrada vai dar.

A gente só precisa deixar acontecer.

Bárbara Isis

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Pelo Caminho  por Bárbara Isis

Bárbara Isis

É Relações Públicas e futura jornalista. Procura perceber no cotidiano assuntos para refletir temas que, apesar de relevantes, passam despercebidos pelo caminho.

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