Estado reduz 50% da dívida e é o quarto do Brasil em superávit, com nota BB-

Alagoas alcançou a nota BB- igual à do Brasil pela agencia de classificação de risco do mundo, a Standard & Poor’s

Publicada em 09/02/2018 às 14:29
Esmerino Neto - estagiário* | AlaNorte Notícias
  
Renan Filho explicando os dados da pesquisa que levou Alagoas a mudar de posição (Foto: Esmerino Neto) Renan Filho explicando os dados da pesquisa que levou Alagoas a mudar de posição (Foto: Esmerino Neto)

O Governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), divulgou para a imprensa dados que mostram que Alagoas apresentou crescimento fiscal durante os últimos três anos,  em relação aos outros estados da federação. A coletiva ocorreu na manhã desta sexta-feira (09), no Palácio República dos Palmares, em Maceió.

De acordo com os dados disponibilizados, no ano de 2014, Alagoas estava na 21ª posição, com -4,67%, do superávit operacional e após investimentos. Já em 2015, passa para a 2ª posição, com 11,59%; 2016 continua na segunda posição, mas com 14,74% e em 2017, ainda na segunda posição, com 4,95%.

Em relação a receita registrada entre 2014 e 2017, Alagoas apresentou o melhor desempenho em relação ao Paraná, Ceará, Maranhão e o Piauí. Os quatros estados que tiveram o melhor resultado em relação aos demais, juntos não somam a classificação de Alagoas. Enquanto os demais estados apresentaram dados negativos.

Já em relação a dívida consolidada líquida e a receita corrente líquida, Alagoas fica na quarta posição, perdendo apenas para o Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo. Em 2015 essa relação foi de 167%, em 2016 103% e 2017 95%.

Durante esses anos, Alagoas conseguiu conseguiu ser incluso no Sistema de Garantias da União, o Tesouro Nacional, saindo da posição “D” em 2014, passando para “B” em 2016. Em relação ao Ranking de Competitividade dos Estados, Alagoas conseguiu a segunda posição com nota 98,0, Ficando acima da média de crescimento do Brasil, com 62,3.

Para o governador Renan Filho, esse resultado é muito significado já que o estado está localizando na parte mais pobre do Brasil. “Alagoas antes do nosso governo sempre teve avaliação D, fomos para C, e agora, mudamos para B. Ter uma análise de risco semelhante à analise nacional, demostra que Alagoas tem feito o dever de casa”, ressalta.

O secretário da Fazenda, George Santoro, disse que para ele o estado começa a ser observado com outros olhos pelos investidores. “Ganhamos uma credibilidade internacional da gestão como um todo e isso faz com que o investidor olhe Alagoas com outros olhos. A gente tem procurado trazer mais matrizes para o Estado e recuperar as que já existem”, comenta o secretário.

Alagoas alcançou a nota BB- igual à do Brasil pela melhor agência de classificação de risco do mundo, a Standard & Poor’s.

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