Papa propõe 'catecumenato matrimonial' para noivos

A sugestão aos membros do Tribunal Eclesiástico da Rota Romana: um itinerário indispensável para que jovens e casais revivam a sua consciência cristã amparada pela graça dos dois sacramentos: batismo e matrimônio

Publicada em 31/01/2018 às 11:59
Rádio Vaticano
  
Abertura do Ano Judiciário para membros do Tribunal da Rota Romana  (Vatican Media) Abertura do Ano Judiciário para membros do Tribunal da Rota Romana (Vatican Media)

Os Sínodos sobre a família e a Exortação Amoris Laetitia nasceram da necessidade de ouvir aqueles fiéis que haviam silenciado suas consciências e depois reencontraram um caminho para ver um pouco de ‘luz’.

Foi o que disse o Papa na audiência aos membros do Tribunal da Rota Romana, que estão inaugurando o Ano Judiciário 2018.

Conscientização

O discurso do Papa teve como ponto central a consciência: seja nos casos dos quais os juízes se ocupam, como na vida das pessoas dos quais são protagonistas. As atividades dos Tribunais Eclesiásticos, seu empenho em causas de nulidade matrimonial e em geral, a pastoral familiar da Igreja – acrescentou Francisco – se expressam também como ‘ministério da paz das consciências e devem ser exercidos com toda a consciência’.

Catecumenato matrimonial

O Papa recomendou também o esforço de um ‘catecumenato matrimonial visto como itinerário indispensável para que jovens e casais revivam a sua consciência cristã amparada pela graça dos dois sacramentos: batismo e matrimônio’.

Todavia, quando a vida conjugal encontra em seu caminho graves obstáculos e fica ferida, chegando a pedir ajuda ao Tribunal, é preciso que o exercício da consciência sirva para evitar o risco de que de ‘o exercício da justiça seja reduzido a um simples processo burocrático’:

“ Se os Tribunais Eclesiásticos caíssem nesta tentação, trairiam a consciência cristã ”

Francisco explicou ainda que esta é a razão pela qual estabeleceu que nos processos breves seja o próprio bispo diocesano a julgar a primeira instância dos casos de nulidade matrimonial.

Neste sentido, o Pontífice pediu aos membros da Rota que evitem o risco que ‘à consciência dos fiéis com dificuldades no matrimonio seja negado um caminho de graça’.

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