Grupo Gay de Alagoas acusa organizadores do Maceió Verão de LGBTfobia

Presidente do GGAL, Nildo Correia, deve formalizar a denúncia na manhã de hoje (04)

Publicada em 04/01/2018 às 11:43 - Atualizada em 04/01/2018 11:49
Esmerino Neto - estagiário* | AlaNorte Notícias
  
Nildo Correia, presidente do GGAL  (Foto: Dicom TJ/AL) Nildo Correia, presidente do GGAL (Foto: Dicom TJ/AL)

O presidente do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), Nildo Correia, afirmou que irá formalizar nesta quinta-feira (04), uma denúncia contra os organizadores do Maceió Verão 2018. Segundo Nildo, a empresa Branco Promoções e Eventos, responsável pelo evento, teria se negado a ceder um espaço no festival para a comunidade LGBTI.

De acordo com a nota enviada à imprensa, pelo GGAL, "a empresa apresentou uma postura vergonhosa de seu departamento responsável pelas negociações de quiosques, que ao constatar que tratava-se de um espaço LGBTI , teve a desfaçatez de negar a existência de disponibilidade de espaço", afirma um trecho da nota.

Nildo afirma que após a formalização da denuncia em B.O, irá apresentar os "print's" [fotos] e áudios de toda conversar a imprensa, acionar o Ministério Público de Alagoas (MPE/AL), Ordem dos Advogados de Alagoas (OAB/AL) e demais órgãos competentes.

O AlaNorte Notícias contatou a Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac) e foi informado através da assessoria de comunicação que a comercialização de espaços no Maceió Verão é responsabilidade da empresa Branco Promoções e Eventos.

A assessoria de comunicação da Branco Promoções e Eventos negou qualquer acusação homofóbica contra o GGAL e informou que o projeto Maceió Verão segue o que ficou definido através de licitação. A respeito dos quiosques dentro do evento a empresa justificou que 'fugiria' da licitação.

Confira a nota na íntegra:

Calar-se a LGBTFOBIA é pior, desta forma o GGAL formalizará  um B.O contra a empresa "Branco Promoções e Eventos", responsável pela realização do Maceió Verão, devido a postura vergonhosa de seu departamento responsável pelas negociações de quiosques, que ao constatar que tratava-se de um espaço LGBTI , teve a desfaçatez, com a maior cara de pau de negar a existência de disponibilidade de espaço. 

Logo após a formalização da denunciar em B.O iremos nos pronunciar através de nota, apresentarmos os print's e áudios de toda conversar a imprensa, acionar o MP/AL, OAB e demais órgãos competentes.

Att, 
Nildo Correia - Pres. do Grupo Gay de Alagoas - GGAL

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