Direito e Vocação

Texto dedicado ao dia do Estudante de Direito

Publicada em 19/05/2017 às 00:13 - Atualizada em 19/05/2017 22:24
Redação I AlaNorte Notícias
  
Luiz Cleysson no III Congresso Internacional Cesmac de Direito I Foto: Reprodução/Facebook Luiz Cleysson no III Congresso Internacional Cesmac de Direito I Foto: Reprodução/Facebook

Uma das falas mais tocantes — sem mencionar a imensidão de carinho, tendente ao exagero, é desnecessário dizê-lo, pois própria, na sua imensurabilidade, do amor filial — a meu respeito, e para meu orgulho de filho — porém sem afetação de modéstia mas com foco no horizonte que ainda e somente se rabisca — fora decerto aquela proferida por minha mãe, em discurso pelo que manifestava ela, quase que sempre, recordada ora, mais uma vez, o meu encantamento, desde em criança,voltado para o Direito. São palavras, as dela, que, além de motivadoras, substanciam e, portanto, reiteram as minhas convicções.   

É exatamente sob estas convicções — frente a tantas dificuldades do dia a dia, bem as sinto, e experimentação do espaço acadêmico em cuja atmosfera se revista da seriedade e do gradual e aprofundado estudo e debate dentro da imensidão desta ciência designada jurídica — que se me torna ainda mais forte o sentimento da provação como vocação, na medida em que o espírito se aquece na luta; no combate pelo que entendo deva merecer o fio penetrante de minhas concepções, se não a voz libertadora — quiçá — dos meus pensamentos inquiridores e inquietos.

Ao meu sentir, convenço-me de que entre reflexões, que não são nada poucas na juventude, fase em flama da vida, há uma que sublinha a natureza crítica de minha vivência: o viés precípuo de nunca desacreditar os potenciais que nos parecem inerentes (embora o risco determinista do termo). Com o ânimo e a disposição de ir até o fim pela meta que se almeja alcançar, como,v.g., a efetiva aplicação de empenhos no defender a República, a Constituição e a Democracia, mesmo ante as crises estruturais por que passa a Nação brasileira.

Revolucionar através de uma voz crítica, cujo juízo deverá ser disseminado em favor dos que gozam do direito de se defender, seja por palavras documentadas ou expressões de expectativa e mesmo de esperança; sentimento, destarte, imbuído de esforços físicos e intelectuais, capazes, não hesitemos, de edificar o Direito como pedra de toque para um processo de construção contínua de uma Democracia verdadeiramente representativa.  

As lutas pelo que eu acredito devem ser travadas, sim, sempre sob o manto sacrossanto, ou algo de sacrificial, com determinação e firmeza, porém igualmente com equilíbrio, serenidade e prudência, características que predispõem maturidade, a qual é um oásis num deserto de ideias intempestivas.

Creio semear em meu coração a ciência do Direito, mesmo sem dispor da limpidez de certeza dos meus passos e das trilhas que precisarei percorrer para chegar ao objetivo de meus sonhos e realizações.

Na lida constante pela consecução de uma sociedade mais digna, que nos seja bem-vinda toda a sabedoria, a fim de que caminhos e decisões reflitam iluminações; que a Justiça se faça e as conquistas se materializem sempre em busca de uma existência societária mais equânime e menos inumana. 

Afinal, por que eu me considero um Vocacionado ao Direito? São muitas as possíveis respostas. Nenhuma, porém, convincente, por mais lógica, se despida de paixão.

Feliz dia do Estudante de Direito!

LUIZ CLEYSSON PRAZERES DOS SANTOS
Acadêmico do curso de Direito do Centro Universitário Cesmac
Por ocasião do III Congresso Internacional Cesmac de Direito
Maceió, 19 de maio de 2017

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Maná Lanches
Ciclo Peças

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