Bate-Estava vê pontos positivos em derrota no UFC 211, mas diz: "Travei"

Após cinco rounds, brasileira não conseguiu superar a campeã peso-palha Joanna Jedrzejczyk, porém confia em nova chance: "Vencendo três lutas, tenho a revanche"

Publicada em 14/05/2017 às 16:15
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Joanna Jedrzejczyk venceu Jéssica Bate-Estaca por decisão unânime (50-45, 50-44, 50-45) (Foto: Jason Silva) Joanna Jedrzejczyk venceu Jéssica Bate-Estaca por decisão unânime (50-45, 50-44, 50-45) (Foto: Jason Silva)

Em sua primeira disputa de cinturão no Ultimate, Jéssica Bate-Estaca não conseguiu superar a campeã peso-palha Joanna Jedrzejczyk na co-luta principal do UFC 211 e adiou o sonho de conquistar o título da categoria até 52kg da organização. Poucas horas depois da derrota por decisão unânime dos juízes, a brasileira já conseguia fazer uma análise bem racional sobre os cinco rounds disputados em Dallas, enxergando pontos positivos, mas fazendo também uma autocrítica:

- Acho que fiz exatamente o que era a estratégia, mas, no segundo, terceiro e quarto round, respeitei demais a Joanna. Não consegui encontrar os golpes, e no quinto round, quando vi que não tinha outra maneira de vencer a luta, dei um sufoco nela. Se eu tivesse lutado o resto da luta como fiz no primeiro e no quinto, com certeza teria vencido. Ela treinou muito, me estudou, eu também estudei bastante ela, mas na hora meio que me senti travada. Exatamente o jogo que treinamos no vestiário foi o mesmo que ela fez na luta. Eu meio que travei e me perdi na luta - disse Jéssica Bate-Estaca.

Apesar da óbvia decepção por não ter conquistado o cinturão peso-palha, a lutadora brasileira já planeja os próximos passos na carreira para que, em um futuro próximo, possa sentir o gosto de disputar o título da categoria, porém, com um final feliz. 

- Estou aqui fazendo uma coisa que amo, gosto, tenho que estar feliz. Não preciso ficar triste. Dei meu máximo, a Joanna é realmente melhor que eu, mas vim disputar o cinturão e pude aprender muito nessa luta. Vou treinar mais, aprender mais, voltar melhor e disputar o cinturão de novo. Para ter uma revanche com a Joanna, tenho que vencer algumas lutas novamente. Então, vou me casar, treinar firme e forte, esperando uma revanche. Confio muito no UFC e, vencendo duas ou três lutas, vou ter outra oportunidade. Para minha caminhada continuar, tenho que manter meu 3º lugar no ranking e enfrentar lutadoras ranqueadas. Qualquer uma que vier, melhor ranqueada que eu, está bom - afirmou a brasileira. 

Joanna Jedrzejczyk conquistou o cinturão em março de 2015, após vencer Carla Esparza por nocaute técnico. Dois anos depois, a polonesa defendeu o o título da divisão peso-palha em cinco oportunidades, tendo enfrentado as três primeiras do ranking, além de Jessica Penne e Valérie Letourneau. Segundo Jéssica Bate-Estaca, sua luta foi a mais difícil que a campeã teve e, por isso, com mais experiência, pode sair do octógono com um resultado diferente em um próximo encontro. 

-  Na verdade, a luta foi muito boa. Dei muito trabalho, acho que foi a luta mais dura dela, tanto que ela bateu bastante também. A estratégia era: todo final de round, botar pra baixo. E eu botei, mas ela levanta muito bem. Vou treinar mais nisso ainda, para travar ela no chão e, na próxima vez, não deixá-la se levantar de novo. Eu ainda sou faixa roxa de jiu-jítsu, estou pegando minha ponta azul escura de muay thai, tenho muito chão pela frente. A Joanna é muito mais experiente que eu, já foi campeã mundial várias vezes. Vou continuar evoluindo e dar meu sorriso sempre em tudo que fizer - concluiu. 

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JBuarque
Ciclo Peças

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