Simulação mostra como caça da FAB pode abater avião

Publicada em 02/04/2017 às 15:18
O Sul
  
Aviões ficam próximos durante simulação de blitz no céu. (Foto: Reprodução) Aviões ficam próximos durante simulação de blitz no céu. (Foto: Reprodução)

Uma distância de 50 metros separa um caça da FAB (Força Aérea Brasileira) de um jato executivo desconhecido. O espaço é menor que a largura de um campo de futebol, ínfimo ao ser comparado aos 5,5 mil exigidos por segurança, e ambos cortam o céu a 500 km/h.

A aparente sincronia chega ao fim quando o piloto do F-5 comunica ao outro comandante, por meio de rádio, que a aeronave está sendo interceptada para análise de dados. É uma blitz que pode terminar em ação extrema.

Passo a passo

Uma sirene toca na base imediatamente após um avião não identificado surgir na área monitorada por satélite. O caça da FAB é enviado ao local para rastreamento e trabalho de contato visual, com objetivo de identificar a matrícula do jato executivo, além de produzir fotos e filmagem dele.

Na sequência, a equipe em terra também rastreia informações como permissão para voo e destino.

A constatação de que o avião não tinha autorização para a viagem entre Cuiabá (MT) e Brasília é feita por militares do Cindacta (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo), na capital federal.

A partir de então, a decisão do comandante da aeronave interceptada em não colaborar com a equipe pode elevar a intensidade do policiamento que, em último caso, prevê hipótese de abater a aeronave.

Segundo ele, a medida extrema também só deve ser adotada caso não haja efeito para uma ação de persuasão.

“São tiros que são dados na lateral, com munição que é visível para essa aeronave, informando a Defesa Aérea estar interceptando a aeronave, é importante que siga instruções. Nessa hora, se não cumpre, é classificada como hostil, já deu provas de que não quer colaborar”, explica.

Perca o fôlego no clipe feito de dentro das duas aeronaves, abaixo:

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