Policiais civis e federais paralisam atividades em Alagoas nesta quarta

Eles são contra a reforma da Previdência e defendem aposentadoria. Serviços das delegacias e centrais de flagrantes não vão funcionar

Publicada em 08/02/2017 às 14:16
G1
  
Policiais civis promovem café da manhã em frente a Central de Flagrantes de Maceió (Foto: Suely Melo/G1) Policiais civis promovem café da manhã em frente a Central de Flagrantes de Maceió (Foto: Suely Melo/G1)

Policiais civis e federais em Alagoas paralisaram as atividades nesta quarta-feira (8). Segundo sindicatos das categorias, o ato é uma mobilização nacional em protesto contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da reforma da Previdência e em defesa da aposentadoria dos profissionais da segurança pública.

O diretor jurídico do Sindpol, Ricardo Nazário, relatou que os policiais irão perder vários direitos adquiridos através da luta da categoria caso a PEC seja aprovada. Os serviços nas delegacias e nas Centrais de Flagrantes não vão funcionar.

Duas mobilizações acontecem em Maceió com um café da manhã. Uma em frente a Central de Flagrantes I, no Farol, e a outra em frente a sede da Polícia Federal, em Jaraguá.

"Hoje o policial se aposenta com 30 anos de serviço e agora com essa PEC terá a idade mínima de 65 anos para a aposentadoria integral, onde a contribuição passa a ser de 49 anos. Além disso, também querem mexer na pensão por morte e nós não aceitamos isso", disse.

Ainda segundo o diretor, haverá ainda uma manifestação no congresso, em Brasília, contra a reforma previdencial. "Alagoas mandou caravanas para nos representar nessa reivindicação. Queremos sensibilizar os deputados federais, por meio da bancada alagoana para que não aceitem essa reforma", afirmou.

O presidente do Sindicato dos Policiais Federais de Alagoas (Sinpofal), Flávio Moreno, relatou que a paralisação também pede melhoria no combate a corrupção, uma reestruturação na Segurança Pública e uma carreira digna para o policial.

"Nossa grande preocupação é que exercemos uma atividade de risco e em uma idade avançada o policial não terá o mesmo desempenho. Em Alagoas 19 policiais foram mortos em 2016 e no Brasil o número foi de 493. Isso é preocupante", afirmou Moreno.

O presidente do Sinpofal ainda relatou a preocupação diante do que está acontecendo no Brasil, mais especificamente no Espírito Santo, "Essa falta de valorização é preocupante. Nós estamos diante de um caos na Segurança Pública. Nos últimos 30 anos os números de homicídios e roubos só aumentaram. Se isso não mudar poderemos viver uma barbárie por conta de uma gestão ineficiente", acrescentou.


Policiais federais estão na porta da sede da PF em Maceió (Foto: Suely Melo/G1)

 

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